Livros lidos em 2021

Estamos em 2022 e irei fazer a minha retrospectiva literária de 2021. Um ano muito bom e de boas leituras. Li bastante livros, tentei mesclar literaturas do mundo inteiro, ler mais literatura nacional, mais mulheres. Mas confesso que fui lendo o que aparecia nos lançamentos e me chamavam atenção, nada tão estudado. Foram ao todo 38 livros lidos em 2021. Amei o resultado, li muito mais em comparação ao terrível ano de 2020.

Dentre os 38 livros lidos, forma 20 de autoras mulheres e 18 de autores homens. Em termos de literatura, foram 21 livros da nossa literatura brasileira e 17 da literatura estrangeira. Sendo 5 da literatura Estadunidense, 2 do Canadá, 2 da Russia, 2 da Inglaterra, 1 da França, 1 da Trindade e Tobago, 1 da Espanha, 1 da Irlanda, 1 do Japão e 1 de Portugal.
 
Me surpreendi com o fato de ter lido seis livros no menor mês, fevereiro e somente um livro em novembro! Muito interessante. Adorei saber quais livros foram o maior e menor e o mais e menos populares! 
Confesso que não sei dizer qual foi o melhor livro que li esse ano. Sempre o melhor foi o que acabei de ler. Agora, não teve nenhum que eu não gostasse. E agora vou mostrar a lista para vocês:



Ah, e mais um dado para minha estatística, foram 37 livros do Grupo Companhia das Letras e 01 da editora Todavia

Beijos literários
Adriana Balreira

Boo...

 

31 de outubro de 2021, dia do Halloween, dia das bruxas, dia de celebrar o terror. Um dia qualquer do ano, pois aqui no Brasil de 2021, todos os dias são de terror com esse desgoverno infeliz. Que decepção tenho do Brasil. Como queria estar aqui só para celebrar as bruxas, fantasmas e outras criaturas fantasmagóricas. 

Mas estou aqui no notebook, escrevendo no meu blog, escutando Zeca Baleiro e divagando muito. Sim, meu blog, meus escritos, minhas regras. Aqui um local de desabafo de uma "anarquista", esquerdista convicta, uma revoltada sempre. Uma pessoa apaixonada por leituras polêmicas, diferentes, doloridas, verdadeiras e reais. Nada de conto de fadas, ilusões, quero sempre o contato direto da mais escancarada realidade. Por mais penoso que seja.
Escutar Zeca Baleiro sempre me traz uma paz no coração, por mais triste que esteja. Mas voltemos a programação normal de uma brasileira atolada de trabalho e decepções. A última decepção dessa pessoa é a polêmica de homofobia do jogador de vôlei. Sejamos todos sem discriminação! Tenhamos alma colorida. Façamos como a cantiga abaixo que o Zeca Baleiro canta tão bem enquanto escrevo...
 

Bom, esse foi um post de desabafo, meio agoniado, meio afobado, sem dizer nada, dizendo tudo. Sejamos humanos, acolham todos, amem todos, menos os que votaram no bosta! Sempre fora... 

Beijos multicoloridos 
Adriana Balreira

Curso Fortaleza Literária

 

Nessa pandemia adoro catar cursos literários on-line e grátis pela internet da vida! E no Instagram da Biblioteca Estadual do Ceará - BECE, equipamento reinaugurado a pouco aqui em Fortaleza, foi disponibilizado um curso literário - Fortaleza Literária, romances e espaços urbanos, ministrada pelo professor Charles Ribeiro.
Os livros estudados foram: 

- A fome do autor Rodolfo Teófilo
- A normalista do autor Adolfo Caminha
- A afilhada do autor Oliveira Paiva
- O quinze da autora Rachel de Queiroz
Todos os escritores cearenses, obras que retratam Fortaleza do final do século XIX e início do século XX. Com citações das ruas e praças do Centro, Aldeota (antiga Outeiro) e Benfica. O bom de lermos esses livros e identificar os logradouros da nossa metrópole, com os habitantes e costumes da época. Uma Fortaleza antiga que conversa bem com a cidade de hoje. 

O Charles Ribeiro é um estudioso da literatura cearense do século XIX e soube muito bem retratar cada livro de uma maneira poética e nos levar a essa urbe do século repassado. Contando causos entre os autores da época, as brigas e birras entre Rodolfo Teófilo e Adolfo Caminha. Detalhou como a nossa sociedade recebeu cada livro e como a população vivia.
Histórias da sociedade literária cearense desconhecida por mim. Como exemplo, a dedicação do farmacêutico Rodolfo Teófilo e ele mesmo fabricar vacinas para varíola e aplicar na população na sua própria residência, já que o Governador da época não se interessar por essa distribuição. Achei bem 2021 no Brasil!!! A história se replicando, como sempre... 

E também a história do Adolfo Caminha que se apaixonou por uma mulher casada e perder seu cargo na marinha e se juntar com ela e sair desfilando pelas ruas de Fortaleza para mostrar a toda sociedade que sim, assumiu uma descasada. Muito macho!
Outra história maravilhosa sobre nossa literatura, foi sobre a obra de Oliveira Paiva, Dona Guidinha do poço, escrita em 1888 e só lançada em 1951, muitos e muitos anos após a morte do autor. Os escritos foram perdidos e acharam muitos anos depois e já no Rio de Janeiro lido pela uma crítica literária que se apaixonou pelo livro e resolveu publicar. Oliveira Paiva, que hoje é nome de uma avenida de Fortaleza, morreu muito jovem como apenas 41 anos e escreveu somente dois romances e alguns contos. 



Bom, tiveram mais e mais histórias e causos onde aprendi muito. Foi um curso enriquecedor demais da conta. Então, se souberem de algum curso ministrado pelo professor Charles Ribeiro, façam. Ele sabe muito!!! E o suporte da Biblioteca pública foi muito boa! E ainda irei receber certificado pelo curso! Amei!! 

Beijos cearenses
Adriana Balreira

Autores contemporâneos brasileiros


Esse ano de 2021 li bastante literatura brasileira. Autores não conhecidos, muitos deles primeira obra editada. Experiência surpreendente, conhecer a escrita de tanto autor brasileiro que ainda não tinha lido. Bom demais saborear a riqueza do nosso país na escrita. A maioria dos livros lidos esse ano foram brasileiros. Amo valorizar nossos escritores, nossa literatura. Não ficam devendo em nada com outras escritas. 

Vou aqui colocar os livros e nomes dos escritores: 

 01 - Marrom e amarelo - Paulo Scott
02 - O som do rugido da onça - Micheliny Verunschk
03 - Apague a luz se for chorar - Fabiane Guimarães
  04 - Os tais caquinhos - Natércia Pontes
05 - O ar que me falta - Luiz Schwarcz
06 - O avesso da pele - Jeferson Tenório 

07 - A palavra que resta - Stênio Gardel
08 - Pequena coreografia do adeus - Aline Bei
09 - Baixo esplendor - Marçal Aquino
10 - O deus das avencas - Daniel Galera
11 - Um corpo de cólera - Raduan Nassar
12 - A extinção das abelhas - Natália Borges Polesso
13 - Cartas para minha avó - Djamila Ribeiro
14 - Uma tristeza infinita - Antônio Xerxenesky
15 - De cada quinhentos uma alma - Ana Paula Maia 


 Todos esses livros são do Grupo Companhia das Letras.
Vamos valorizar a nossa literatura e nossos autores. Leiam mais escritores brasileiros, suas escritas são maravilhosas e envolventes.

Beijos literários
Adriana Balreira

Curso A literatura russa e suas cidades

 Uma coisa boa que a pandemia nos trouxe foram os encontros virtuais de diversas maneiras. São os lançamentos dos livros, clubes de leitura, cursos, mesas literárias... Tanta coisa boa, antes restrita aos que moram em São Paulo e/ou Rio de Janeiro, agora em qualquer local do Brasil e do mundo podemos participar sem sair de casa. E um desses programas que participei ultimamente foi o curso oferecido pela Biblioteca Mário de Andrade, "Moscou, Petersburgo, Odessa e ...Paris - A Literatura Russa e suas Cidades"ministrada pelo professor Bruno Gomide.

Uma delícia de curso, o professor Bruno Gomide falou sobre as obras russas relacionadas e vividas nas cidades da Rússia e também explicou a origem das localidades mostradas neste curso.
Passeamos pelas cidades de Moscou, São Petersburgo e Odessa, com seus livros mais famosos sitiados nessas metrópoles. Citou obras como "Crime e Castigo" de Fiódor Dostoievisk, famosa por ser ambientado em São Petersburgo, "O mestre e margarida" de Mikhail Bulgákov livro que se passa em Moscou e "Contos em Odessa" de Isaac Babel.
Para quem me conhece sabe do meu amor a literatura russa. E fazer esse curso sobre as cidades russas me levou ao deleite por 4 encontros de duração do curso. E lógico me fez querer ler os livros citados no curso. Tanto que já li "O mestre e margarida" de Mikhail Bulgákov, que é um livro maravilhoso!
Voltando ao curso. Aprendi muita coisa boa sobre autores e cidades russas. Foram 8 horas de muito aprendizado e o melhor de tudo, grátis! Sim, isso mesmo, vi o curso no Instagram da Biblioteca Mário Andrade e fiz minha inscrição e fui selecionada para participar. E no final ainda recebi um certificado de participação do curso. É isso! Vim aqui só para mostrar um pouco do que foram os encontros. 


Beijos literários 
Adriana Balreira

Pequena coreografia do adeus #Resenha

Esse livro "Pequena coreografia do adeus" da autora Aline Bei foi lançado pela Companhia das Letras em abril de 2021. Antes do lançamento do livro, a Companhia das Letras convidou alguns dos parceiros dela para participar de uma conversa literária com a autora para sabermos mais sobre a obra. Esse tipo de conversa é feita pelo Zoom e onde tiramos todas as dúvidas com a autora de como foi a escolha do título, capa, personagens. Bate papo super descontraído e animado. A Aline Bei é um doce de pessoa. Super acessível, amorosa com todos os leitores dela. Sabe cativar as pessoas. Assim que eu gosto de uma autor, gente como a gente! Sem frescura nenhuma, pois tem uns por aí... Misericórdia.

Não li ainda o “O Peso do pássaro morto” que foi o livro de estreia da Aline Bei, então fui ler o Pequena coreografia do adeus sem noção da escrita da autora, fiquei encantada como a Aline Bei escreve uma prosa com uma poesia de tirar o fôlego! O livro conta a história de Júlia Terra que ainda criança vê seus pais separarem e ela nesse conflito do abandono. Ela cresce e vira uma adulta carregada com os medos e angústia da infância interrompida. 

Trabalha em um café, e vai morar sozinha em uma pensão comandada por uma argentina. Seu maior sonho é ser uma escritora. Júlia tem uma dificuldade incrível de se relacionar e vive sozinha. Não consegue se dar bem nem com os seus pais. Sua mãe é uma pessoa extremamente amarga e acaba passando isso para a filha. Seu pai se relaciona com outras mulheres e mantém com a filha encontros esporádicos. Júlia é aquela jovem que cresce sem o amor dos pais e tem que amadurecer cedo demais.
A escrita da Aline Bei é uma delícia de ler. Entramos na alma da personagem e sofremos com ela seu abandono. Dá vontade mesmo de colocar Júlia no colo, amparar e dar muito carinho. Leitura forte, real. Recomendo muito. Daqueles livros que não sai da cabeça. Leiam! Ah, e tem o audiobook desse livro narrado pela própria autora, voz mega doce e meiga. 

Beijos doces 
Adriana Balreira

Klara e o sol #Resenha

Kazuo Ishiguro, autor nipo-britânico, ganhou o prêmio Nobel de literatura em 2017 e seu mais novo livro é o "Klara e o sol" lançado pela Companhia das Letras em março de 2021. Já li dele o livro "Um artista do mundo flutuante", lançado pela Companhia das Letras em 2018 que adorei.

No livro Klara é um AA (amigo artificial) que está na loja aguardando uma pessoa para comprá-la. Ela fica exposta em uma loja repleta de outros AAs, uma hora na vitrine, outra mais no fundo da loja. Esperando alguma pessoa que se interesse por ela. Seu "alimento" constitui de raios solares. Enquanto se encontra na vitrine da loja, Josie e sua mãe veem Klara e Josie logo se encanta por ela. Sua mãe já está mais propensa a comprar um modelo mais moderno de AA, mesmo assim Klara ainda mantém viva a esperança da escolha. Passa algum tempo, Josie retorna a loja e finalmente compra a tão sonhada Klara para morar com ela e sua mãe.
Ao longo do livro vamos descobrindo que Josie sofre de uma doença e Klara faz de tudo para tentar cura-la. Josie tem um vizinho, seu melhor amigo, que fica sempre ao seu lado nas horas delicadas de sua saúde. Nesse livro o narrador é a Klara, então nossa percepção de tudo que se passa na história é de um AA, um ser totalmente programado. Vamos descobrindo seus sentimentos, seu amor pelo próximo, sua missão de cuidado com o outro. Tudo descrito de uma maneira muito poética pelo autor. 

Amei o livro, delicado, cheio de amor e carinho com o próximo. Deu vontade de ter uma Klara só pra mim! 

Beijos literários
Adriana Balreira
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