Frango com maionese e creme de cebola #Receita

Almoço de domingo rápido e fácil? Vamos lá com uma receita básica maravilhosa. Esse domingo minha mãe com preguiça de fazer almoço, cogitou comprar um frango assado para comermos. Eu até que gosto de frango assado, mas não estava com vontade. Aí lembrei de uma receita de frango fácil que fazia tempo que não fazia. Tinha sobrecoxas de frango no congelador e o restante dos ingredientes fui rapidinho no supermercado e comprei.


Ingredientes:
- Coxas e sobrecoxas, ou até filezinhos de peito de frango
- 1 vidro pequeno de Maionese
- 1 pacote de creme de cebola ou sopa de cebola Maggi ou outra marca.


Modo de fazer:

Mega prático, lambuzei as sobrecoxas na maionese e passei no pó da sopa de cebola. Só isso! Coloquei em uma forma e levei ao forno até ficarem coradas! Pronto! Só isso.


Tem receita mais fácil que essa? E as sobrecoxas ficam crocantes, saborosas... Uma delícia! Para não ficar só esse frango e arroz, aproveitei e fiz uma salada de cenoura agridoce que tem receita no blog. Almoço caseiro, gostoso e rápido. Prefiro mil vezes uma comidinha assim. 

Beijos salgados 
Adriana Balreira

O som e a fúria - Clube de Leitura Penguin #34

Mais um mês de Clube de Leitura Penguin. E a leitura da vez foi o premiadíssimo livro O som e a fúria do ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1949, Willian Faulkner! Já tinha tentado ler esse livro e tinha desistido. Mas como era livro para o Clube de Leitura me concentrei somente nele para finalizar a tempo.


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Vamos ao livro! Uma família americana sulista na beira da decadência. Pais ausentes, a mãe vive doente em cima de uma cama. O pai pouco aparece na trama e para fugir dos problemas se refugia no álcool. Quatro filhos, o Benjy, o mais velho com problemas cognitivos, Quentin, Candace e Jason. O livro é dividido em 4 partes. A primeira é narrada pelo Benjy no ano de 1928. Uma narrativa de fluxo de consciência onde mistura o passado e presente as vezes na mesma frase. São 78 páginas um tanto confusas onde nos são apresentados os personagens por esse narrador tão peculiar. Vamos ao pouco nos conectando com os problemas dessa família. A leitura dessa primeira parte é um tanto difícil. Leiam e sigam porque uma hora tudo fará sentido. 

Na segunda parte será a vez do Quentin narrar. Agora o livro voltará no ano de 1910. Quentin está estudando em Harvard e sua narrativa segue a linha de fluxo de consciência. Nesse capitulo é mais fácil de ler e dá para ter mais conhecimento dos problemas da família Compson. 

Na terceira parte volta para o ano de 1928 e será narrado pelo Jason, filho mais novo dos Compson. Narrativa bem mais fácil, mais claro e conciso. E muitos dos questionamentos do livro serão revelados nessa parte. Jason é muito cruel. Personagem amargo demais!!! Raiva dele! 

Na quarta parte será a vez de um narrador na terceira pessoa. E será dada a sequência dos fatos do livro. Aqui a família negra empregados da família serão os protagonistas. Dilsey, a empregada que cuidou dos meninos e esteve sempre presente nas primeiras partes, nesse capítulo ela e seus filhos terão um pouco de voz no livro.


Livro pesado. Uma família totalmente desajustada, pais ausentes. Personagens fortes, perversos. Livro difícil de entender, pois só com o passar dos capítulos que dará para compreender os pontos abertos na obra. Não que seja explicado, mas é jogado para que o leitor possa fazer os encaixes da trama. Nesse livro tem de tudo, um possível incesto, roubo, gravidez indesejada, suicidio, fuga, racismo... Uma miscelânea dos piores problemas. Uma verdadeira aventura conseguir transpor a leitura desse livro denso e forte. Não é fácil passar pelas 78 primeiras páginas. Lia e não conseguia entender a profusão de pensamentos do Benjy. A partir da segunda parte o livro flui e você não quer mais largar. 

Só digo que não desistam do livro. É um livro perfeito. O Willian Faulkner arrasou com tanta podridão num só livro. rsrs... Amei o livro!!! E a edição da Companhia das Letras está perfeita! Gostaria de falar mais sobre o livro, mas o post iria ficar gigantesco, então foi aqui só uma pincelada sobre essa obra de arte. E sobre o encontro no Clube de Leitura Penguin como sempre foi maravilhoso! 

Beijos literários 
Adriana Balreira

Dadinho de Tapioca #Receita

Sempre que comia um Dadinho de Tapioca sentia aquela vontade de um dia quem sabe também fazer. E essa semana na timeline do meu Twitter (@adrianabalreira) a @luferreira postando um video no YouTube com a receita de Dadinho de Tapioca! Lógico que fui lá assistir e pronto! Fui no supermercado comprar a tapioca granulada para poder fazer nesse final de semana. E voilá!!! Deu certo! Pensei que fosse mais complicado, mas mega fácil!


Ingredientes:
- 1 pacote de 250g de Tapioca Granulada (não é a goma para fazer a tapioca de frigideira, é a granulada, que parecem isopor!!) 
- 500ml de leite
- 250g de queijo coalho
- Sal a gosto

Modo de fazer
- Colocar o leite na panela e levar ao fogo até quase ferver. Deixar bem quente. Em uma tigela colocar a tapioca granulada e junta com o queijo coalho ralado. Ralei no ralador grosso. Mistura bem e adiciona o leite quente e mexe bem. Prove antes de adicionar o sal. Meu queijo coalho não era tão salgado, então adicionei sal. 


 Depois que o leite tiver incorporado bem na mistura, colocar em uma forma com filme plástico.


Para que o filme plástico grudar na forma passei um cadinho de óleo na forma. Assim deu para colocar a mistura por cima do filme plástico e depois cobri com mais filme plástico e coloquei na geladeira. Fiz isso no sábado á noite.


No domingo pela manhã já bem consistente, cortei em quadradinhos e fritei no óleo quente! Pronto!




Servi com geleia de pimenta e ficou uma delícia.

Considerações finais:
- Achei que faltou sal no meu dadinho. Da próxima vez colocarei além do queijo coalho um pouco de queijo parmesão.

- Deixei o meu leite ferver, então achei que a tapioca desmanchou. Então, prestem atenção, não deixem ferver!!!

-  Coloquei uma colher de manteiga no meu leite quente, pois uma paraense me falou que colocava na receita dela de Dadinho de Tapioca.

- Da próxima vez irei assar no forno para vê se fica tão bom quanto o frito.

Fácil, gostoso e uma ótima entrada!

Beijos com gosto de tapioca
Adriana Balreira

Mais que amigos #resenha

A Companhia das Letras me enviou de presente essa semana dois livros que estava louca para ler: Mais que amigos e Carta a D.. Dois livros mega ultra românticos e lindos. Mais que amigos é da autora Lauren Layne lançado aqui no Brasil pela Editora Paralela que faz parte da Editora Companhia das Letras.


Ben e Parker são amigos desde a faculdade, jovens e dividem o mesmo teto. São apenas os melhores amigos. Ben um mulherengo incontestável, está sempre com uma nova garota na cama. Parker tem um namoro firme há 4 anos com Lance, mas que estão numa fase não tão boa. Lance termina o relacionamento com Parker que desaba em um choro nos ombros do grande amigo. Parker decide que é hora de aproveitar sua solteirice e sair pegando todos! Sua mãe aconselha a escolher uma pessoa que após o sexo ela tenha vontade de conversar e ficar a vontade. Com isso na cabeça, Parker faz um acordo com seu melhor amigo para que façam sexo sem compromisso. Quem nunca??? (Eu já e me lasquei....kkkkk) Quem pensa que vai transar com um amigo e não se apegar vai dar com os burros n'água!! Inevitável!!! Mas voltando ao livro, com medo de perderem a amizade forte, eles decidem que é melhor pararem. Os dois estão apaixonados um pelo outro mas não admitem e nem revelam.


O livro é uma delícia. Capítulos intercalados com o narrador sendo o Ben e o ooutro a Parker. Assim temos noção dos sentimentos de cada um. Tudo bem que teve horas que tive vontade de matar os personagens de tão lesados que eram! Mas parava e sei bem como é delicado essa posição de se apaixonar por um amigo. Prezamos tanto a amizade que temos medo... 

Mas amei o livro. Romance clichê? Sim!!! E era isso que precisava ler em um final de semana! Quem não gosta de romances, amores possíveis, cumplicidade, sexo, envolvimento... Bom demais de vez em quando! Leitura super leve e amorosa! E a edição é maravilhosa! Capa linda demais! Sim, sou dessas que escolho livros por capa! Me julguem! rsrs... 

No livro eles vão a um Karaokê e a Parker canta uma cantiga que o Ben gosta. Fazia tempo que não escutava essa canção I'll Stand by You do The Pretenders, vou deixar aqui:


Beijos mega ultra românticos
Adriana Balreira

Léxico Familiar - Clube de Leitura Penguin #33

Após vários meses não postando sobre o Clube de Leitura Penguin, eis eu aqui de novo. Não que não estivesse participando. Todos os meses é o meu compromisso da última segunda-feira do mês. É que não estava era colocando aqui no blog. Absurdo, né? Então vamos ao que interessa. Esse mês de maio/2018 lemos o livro Léxico Familiar da autora Natalia Ginzburg da Editora Companhia das Letras.


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O livro é sobre as memórias da autora. De como ela lembra da sua vida, sua infância, seus pais e irmãos. É a história de uma família judia e antifacista que viveu na segunda grande guerra na Itália. Mas o livro não foca na guerra e sim no convívio familiar. Retrata o tempo vivido, nas frases usadas na família e amigos. Como tem bem explicado no prefácio do livro, a autora diz que escreveu apenas aquilo que lembrava e pede desculpas pelas possíveis lacunas. 


Confesso que esperava muito mais desse tão falado livro. Achei meio morno, linear demais para o meu gosto. Passagens importantes da vida da autora retratado por uma frase! Enquanto o cotidiano monótono leva quase o livro inteiro. A Natalia prefere narrar a vida dos seus familiares à própria. E a segunda grande guerra é falada muito sutil, um pano de fundo. Não chega a mostrar os seus horrores. 

Mas a autora já nos avisa esse jeito despretensioso de contar a sua história. Eu definitivamente não gosto de biografias. Mas o livro foi super premiado na Itália, então com certeza tem o seu valor histórico. Muitos dos personagens são pessoas importantes historicamente, mas por mim desconhecidos. Acho que para aqueles conhecedores de história dessa época irá reconhecer alguns dos personagens. Eu só "conhecia" a família Olivetti, sim, aqueles das máquinas de escrever! Era o cunhado da autora.


O bom sempre são as nossas conversas no Clube. Sempre conseguimos debater sobre a leitura em um bate papo gostoso e animado. E foi unânime a leitura um pouco cansativa do livro. Talvez para os italianos seja uma leitura riquíssima. Nós cearenses ficamos muito distantes dessa realidade. Mesmo assim tiramos muita coisa boa desse livro, como família é igual sempre. As frases usadas e memorizadas que nos traz lembranças boas vividas. Isso foi um ponto gostoso do livro. Vale a pena ler sim. Sabendo logo que não espere nada tão dramático e sobre guerra! É sobre convívio familiar!

Beijos literários
Adriana Balreira

Amargo Fruto - A vida de Billie Holiday

Adoro um jazz... e quando soube que na Caixa Cultural de Fortaleza ia ter o espetáculo Amargo Fruto, a vida de Billie Holiday quis logo ir. Não me arrependo, que show! Não sou uma especialista em jazz e na história de vida dos seus protagonistas.


O espetáculo Amargo Fruto mescla encenações das canções de Billie Holiday com a história de vida dessa diva do Jazz. Uma mulher corajosa, uma infância violenta, prostituição, drogas, casamentos fracassados isso tudo retratado de maneira perfeita pela atriz e cantora Lilian Valeska como Billie Holiday, e Virna Melo e Milton Filho no elenco. A voz, vestuário, iluminação, tudo correto e harmonioso. Com uma banda no fundo do palco, as canções de Billie Holiday são divinamente cantada enchendo o teatro com a magia dos anos dourados do jazz americano.


Uma verdadeira aula de história sobre sua vida e cantigas. Percebi como sou uma ignorante em termos jazzísticos! Conhecia várias das canções mas não tinha ideia quem cantava... Vivendo e aprendendo. Billie Holiday nasceu em Baltimore em 1915 e morreu em Nova Iorque em 1959. Sofreu muito racismo numa época difícil nos Estados Unidos, além de ser mulher!! Foi a primeira cantora negra a ter uma banda só com músicos brancos. Se envolveu com vários homens, com casamentos fracassados. Sua fuga foram as drogas e bebidas que causaram sua morte tão jovem. 

Se esse espetáculo for a sua cidade, não percam. A Lilian Valeska canta divinamente bem. O espetáculo me transportou para o mundo do jazz e para a vida de Billie Holiday. Amei muito! E deixo vocês uma cantiga que já conhecia e amo muito, All of me!!!


Beijos jazzísticos
Adriana Balreira

Sombras da água #resenha

O grande e lindo autor moçambicano Mia Couto escreveu uma trilogia chamada As Areias do Imperador. Já comentei aqui no blog sobre o primeiro volume, Mulheres de Cinza. E dando continuidade, acabei de ler esses dias o segundo volume, Sombras da Água, lançado pela Companhia das Letras em setembro de 2016.


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No primeiro livro, Mulheres de Cinza, acaba com o Sargento Germano de Melo ferido nas mãos, sendo transportado pelo rio Inharrime para o único hospital da região em Chicomo em companhia da moçambicana Imani, do pai e irmão de Imani e da italiana Bianca. Antes de chegarem ao destino, resolvem pernoitar em Sana Benene na Igreja onde o Padre Rudolfo Fernandes residia. Padre esse quem ensinou a Imani a falar e escrever o idioma dos portugueses. O padre ficou feliz em novamente encontrar sua protegida e seus familiares. O Sargento Germano necessitava urgentemente de cuidados médicos por conta dos tiros que levou nas suas mãos, foi logo socorrido pela Bibliana, uma negra alta e magra, uma milagreira, a melhor das curandeiras da região.


E assim a história de amor entre o português Germano e da Moçambicana Imani continua nesse volume. Nesse livro o Sargento está a cada dia que passa mais apaixonado por Imani e relata esse amor nas cartas que envia para o Tentente Ayres de Ornelas, que não aprova esse relacionamento. Moçambique ainda está em guerra entre os portugueses e o Rei de Gaza. O irmão de Imani acaba sendo morto confundido por inimigos e assim seu pai quer dar Imani como esposa ao Rei de Gaza para assim vingar a morte do filho. O Rei tem várias esposas e Imani seria mais uma na sua corte para poder envenena-lo. No meio da negociação os portugueses acabam prendendo o Rei e algumas das suas esposas e com a comitiva Imani vai junto! Nessa altura do livro o Sargento Germano já está em Chicomo no hospital e chega na mansão do Rei de Gaza bem no momento da captura. Assim termina o segundo volume.


Vou confessar uma coisa para vocês, não gostei tanto do primeiro volume, tanto que demorei para ler o segundo volume. Era meu primeiro contato com a escrita do Mia Couto e acabei achando a narrativa muito arrastado. Não sei se Mia Couto estava apresentando os personagens, achei cansativo o primeiro livro. 

Nesse segundo tudo mais rápido e mais claro. A história tem um ritmo bom. Os personagens cresceram, tomaram vida. Já estava familiarizada com todos eles e assim ficou bem mais fácil a compreensão. E nesse volume o Mia Couto arrasa com as frases poéticas salpicadas em toda a história. Amei esse livro, já querendo muito o último volume que acaba de ser lançado pela Companhia das Letras O Bebedor de Horizontes

Beijos literários
Adriana Balreira
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