Mais que amigos #resenha

A Companhia das Letras me enviou de presente essa semana dois livros que estava louca para ler: Mais que amigos e Carta a D.. Dois livros mega ultra românticos e lindos. Mais que amigos é da autora Lauren Layne lançado aqui no Brasil pela Editora Paralela que faz parte da Editora Companhia das Letras.


Ben e Parker são amigos desde a faculdade, jovens e dividem o mesmo teto. São apenas os melhores amigos. Ben um mulherengo incontestável, está sempre com uma nova garota na cama. Parker tem um namoro firme há 4 anos com Lance, mas que estão numa fase não tão boa. Lance termina o relacionamento com Parker que desaba em um choro nos ombros do grande amigo. Parker decide que é hora de aproveitar sua solteirice e sair pegando todos! Sua mãe aconselha a escolher uma pessoa que após o sexo ela tenha vontade de conversar e ficar a vontade. Com isso na cabeça, Parker faz um acordo com seu melhor amigo para que façam sexo sem compromisso. Quem nunca??? (Eu já e me lasquei....kkkkk) Quem pensa que vai transar com um amigo e não se apegar vai dar com os burros n'água!! Inevitável!!! Mas voltando ao livro, com medo de perderem a amizade forte, eles decidem que é melhor pararem. Os dois estão apaixonados um pelo outro mas não admitem e nem revelam.


O livro é uma delícia. Capítulos intercalados com o narrador sendo o Ben e o ooutro a Parker. Assim temos noção dos sentimentos de cada um. Tudo bem que teve horas que tive vontade de matar os personagens de tão lesados que eram! Mas parava e sei bem como é delicado essa posição de se apaixonar por um amigo. Prezamos tanto a amizade que temos medo... 

Mas amei o livro. Romance clichê? Sim!!! E era isso que precisava ler em um final de semana! Quem não gosta de romances, amores possíveis, cumplicidade, sexo, envolvimento... Bom demais de vez em quando! Leitura super leve e amorosa! E a edição é maravilhosa! Capa linda demais! Sim, sou dessas que escolho livros por capa! Me julguem! rsrs... 

No livro eles vão a um Karaokê e a Parker canta uma cantiga que o Ben gosta. Fazia tempo que não escutava essa canção I'll Stand by You do The Pretenders, vou deixar aqui:


Beijos mega ultra românticos
Adriana Balreira

Léxico Familiar - Clube de Leitura Penguin #33

Após vários meses não postando sobre o Clube de Leitura Penguin, eis eu aqui de novo. Não que não estivesse participando. Todos os meses é o meu compromisso da última segunda-feira do mês. É que não estava era colocando aqui no blog. Absurdo, né? Então vamos ao que interessa. Esse mês de maio/2018 lemos o livro Léxico Familiar da autora Natalia Ginzburg da Editora Companhia das Letras.


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O livro é sobre as memórias da autora. De como ela lembra da sua vida, sua infância, seus pais e irmãos. É a história de uma família judia e antifacista que viveu na segunda grande guerra na Itália. Mas o livro não foca na guerra e sim no convívio familiar. Retrata o tempo vivido, nas frases usadas na família e amigos. Como tem bem explicado no prefácio do livro, a autora diz que escreveu apenas aquilo que lembrava e pede desculpas pelas possíveis lacunas. 


Confesso que esperava muito mais desse tão falado livro. Achei meio morno, linear demais para o meu gosto. Passagens importantes da vida da autora retratado por uma frase! Enquanto o cotidiano monótono leva quase o livro inteiro. A Natalia prefere narrar a vida dos seus familiares à própria. E a segunda grande guerra é falada muito sutil, um pano de fundo. Não chega a mostrar os seus horrores. 

Mas a autora já nos avisa esse jeito despretensioso de contar a sua história. Eu definitivamente não gosto de biografias. Mas o livro foi super premiado na Itália, então com certeza tem o seu valor histórico. Muitos dos personagens são pessoas importantes historicamente, mas por mim desconhecidos. Acho que para aqueles conhecedores de história dessa época irá reconhecer alguns dos personagens. Eu só "conhecia" a família Olivetti, sim, aqueles das máquinas de escrever! Era o cunhado da autora.


O bom sempre são as nossas conversas no Clube. Sempre conseguimos debater sobre a leitura em um bate papo gostoso e animado. E foi unânime a leitura um pouco cansativa do livro. Talvez para os italianos seja uma leitura riquíssima. Nós cearenses ficamos muito distantes dessa realidade. Mesmo assim tiramos muita coisa boa desse livro, como família é igual sempre. As frases usadas e memorizadas que nos traz lembranças boas vividas. Isso foi um ponto gostoso do livro. Vale a pena ler sim. Sabendo logo que não espere nada tão dramático e sobre guerra! É sobre convívio familiar!

Beijos literários
Adriana Balreira

Amargo Fruto - A vida de Billie Holiday

Adoro um jazz... e quando soube que na Caixa Cultural de Fortaleza ia ter o espetáculo Amargo Fruto, a vida de Billie Holiday quis logo ir. Não me arrependo, que show! Não sou uma especialista em jazz e na história de vida dos seus protagonistas.


O espetáculo Amargo Fruto mescla encenações das canções de Billie Holiday com a história de vida dessa diva do Jazz. Uma mulher corajosa, uma infância violenta, prostituição, drogas, casamentos fracassados isso tudo retratado de maneira perfeita pela atriz e cantora Lilian Valeska como Billie Holiday, e Virna Melo e Milton Filho no elenco. A voz, vestuário, iluminação, tudo correto e harmonioso. Com uma banda no fundo do palco, as canções de Billie Holiday são divinamente cantada enchendo o teatro com a magia dos anos dourados do jazz americano.


Uma verdadeira aula de história sobre sua vida e cantigas. Percebi como sou uma ignorante em termos jazzísticos! Conhecia várias das canções mas não tinha ideia quem cantava... Vivendo e aprendendo. Billie Holiday nasceu em Baltimore em 1915 e morreu em Nova Iorque em 1959. Sofreu muito racismo numa época difícil nos Estados Unidos, além de ser mulher!! Foi a primeira cantora negra a ter uma banda só com músicos brancos. Se envolveu com vários homens, com casamentos fracassados. Sua fuga foram as drogas e bebidas que causaram sua morte tão jovem. 

Se esse espetáculo for a sua cidade, não percam. A Lilian Valeska canta divinamente bem. O espetáculo me transportou para o mundo do jazz e para a vida de Billie Holiday. Amei muito! E deixo vocês uma cantiga que já conhecia e amo muito, All of me!!!


Beijos jazzísticos
Adriana Balreira

Sombras da água #resenha

O grande e lindo autor moçambicano Mia Couto escreveu uma trilogia chamada As Areias do Imperador. Já comentei aqui no blog sobre o primeiro volume, Mulheres de Cinza. E dando continuidade, acabei de ler esses dias o segundo volume, Sombras da Água, lançado pela Companhia das Letras em setembro de 2016.


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No primeiro livro, Mulheres de Cinza, acaba com o Sargento Germano de Melo ferido nas mãos, sendo transportado pelo rio Inharrime para o único hospital da região em Chicomo em companhia da moçambicana Imani, do pai e irmão de Imani e da italiana Bianca. Antes de chegarem ao destino, resolvem pernoitar em Sana Benene na Igreja onde o Padre Rudolfo Fernandes residia. Padre esse quem ensinou a Imani a falar e escrever o idioma dos portugueses. O padre ficou feliz em novamente encontrar sua protegida e seus familiares. O Sargento Germano necessitava urgentemente de cuidados médicos por conta dos tiros que levou nas suas mãos, foi logo socorrido pela Bibliana, uma negra alta e magra, uma milagreira, a melhor das curandeiras da região.


E assim a história de amor entre o português Germano e da Moçambicana Imani continua nesse volume. Nesse livro o Sargento está a cada dia que passa mais apaixonado por Imani e relata esse amor nas cartas que envia para o Tentente Ayres de Ornelas, que não aprova esse relacionamento. Moçambique ainda está em guerra entre os portugueses e o Rei de Gaza. O irmão de Imani acaba sendo morto confundido por inimigos e assim seu pai quer dar Imani como esposa ao Rei de Gaza para assim vingar a morte do filho. O Rei tem várias esposas e Imani seria mais uma na sua corte para poder envenena-lo. No meio da negociação os portugueses acabam prendendo o Rei e algumas das suas esposas e com a comitiva Imani vai junto! Nessa altura do livro o Sargento Germano já está em Chicomo no hospital e chega na mansão do Rei de Gaza bem no momento da captura. Assim termina o segundo volume.


Vou confessar uma coisa para vocês, não gostei tanto do primeiro volume, tanto que demorei para ler o segundo volume. Era meu primeiro contato com a escrita do Mia Couto e acabei achando a narrativa muito arrastado. Não sei se Mia Couto estava apresentando os personagens, achei cansativo o primeiro livro. 

Nesse segundo tudo mais rápido e mais claro. A história tem um ritmo bom. Os personagens cresceram, tomaram vida. Já estava familiarizada com todos eles e assim ficou bem mais fácil a compreensão. E nesse volume o Mia Couto arrasa com as frases poéticas salpicadas em toda a história. Amei esse livro, já querendo muito o último volume que acaba de ser lançado pela Companhia das Letras O Bebedor de Horizontes

Beijos literários
Adriana Balreira

Bolo Mole #Receita

Fazia tempo que não postava alguma receita por aqui. Então vamos com um bolinho gostoso!



Bolo mole! Adoro! E nesse feriado do dia do trabalho, dia de fazer um bolo rápido e gostoso. E foi assim que fiz esse mimo para a sobremesa. Receita antiga, da minha avó paterna! Confesso que é um bolo carregado de doçura!


Vamos aos ingredientes:
- 04 xícaras de açúcar
- 06 ovos inteiros
- 01 xícara de farinha de trigo
- 01 xícara de leite de coco ou leite de gado (usei o leite de gado mesmo)
- 02 colheres de sopa de manteiga
- 01 pires de queijo parmesão ralado (um pacote pequeno de queijo ralado)
- 01 pires de coco ralado
- 01 pitada de sal

Modo de fazer:
- Bato os ovos no liquidificador, junto com o açucar. Depois coloco a farinha de trigo, manteiga e leite para bater junto no liquidificador. Por último acrescento o queijo ralado e o coco ralado e bato rapidamente. 


Coloco em uma forma untada e polvilhada com farinha de trigo. Levar ao forno pré-aquecido por 40 minutos.


Fica com uma consistência de quindão. Bem cremoso mesmo. Eu adoro por ser um bolo rápido e prático de fazer. 

Beijos doces
Adriana Balreira

O sol na cabeça

Recebi da editora Companhia das Letras o lançamento do mês março de 2018, O sol na cabeça do Geovani Martins. Autor nascido em Bangu no Rio de Janeiro e morador do Vidigal e Rocinha. Com apenas 26 anos e no seu primeiro livro já é considerado um fenômeno literário brasileiro, vendido para 8 países!!


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Antes mesmo de saber que a Companhia das Letras ia enviar o livro, assisti à entrevista do autor Geovani Martins no programa do Pedro Bial e fiquei encantada com a vida e com um pouco que foi declamado dos contos dele. O livro O sol na cabeça é composto por 13 contos. Histórias com textos repletos de gírias e do jeito próprio de falar do povo carioca. 

Confesso que algumas expressões usadas não conhecia e não ficaram tão claras para mim. Alguns contos são escritos como é falado no dia a dia. Muitas das histórias passadas nos morros, falando do uso da maconha, das sensações de estar fumando um baseado, confesso que não é muito a minha praia!! rsrs... Uma coisa não posso negar, são contos super bem escritos e fácil leitura. Li em um dia!

Geovani Matos

O conto que mais gostei foi o Sextou que narra a vida de um jovem que consegue o seu primeiro emprego de entregador de planfletos e a sensação dele de poder ajudar em casa, o poder de compra de seus objetos de desejos. E quando no final de uma semana, finalmente recebe seu dinheiro suado e resolve comprar uns baseados para comemorar e acaba sendo parado pelos policiais. Sendo que os policiais acabam confiscando os 100 reais que sobraram do seu salário. O jovem implora para que eles não tirem o pouco dinheiro dele, que podem levar os cigarros de maconha, mas não adiantou...Os policiais ainda ameaçaram leva-lo à delegacia preso por porte ilegal de drogas, dizendo que na sua mochila encontraram não 5 cigarros mas 10!!! O jovem deve que calar e aceitar o confisco do seu dinheiro. Retrato da nossa polícia corrupta. Uma pena... 




Vale muito a pena ler esse autor que mostra tão bem o dia a dia da periferia. Histórias bem contadas. Gostei muito. Tomara que siga escrevendo novos livros sempre. E vou deixar com vocês uma cantiga antiga que toda vez que leio o título do livro, essa música me vem a cabeça. Não tem jeito, fico cantarolando direto!! rsrs... O trem azul do Lô Borges (1984)!! Amo essa cantiga. Os mais novos acho que nunca nem ouviram.

Beijos ensolarados
Adriana Balreira

Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha - Histórias e contos de fadas assustadores

Sou uma eterna caçadora de livros russos. Quando soube que a editora Companhia das Letras lançou janeiro de 2018 esse livros de contos assustadores de uma autora russa, quis logo ler. Nunca tinha ouvido falar dessa escritora, Liudmila Petruchévskaia, uma senhorinha de 79 anos que até a abertura da antiga União Soviética era censurada e não tinha seus escritos publicados. O título, Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha - Histórias e contos de fadas assustadores,  me instigou imensamente. E mesmo sendo um livro de contos, não é meu gênero favorito, foi uma experiência maravilhosa!!


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Vamos aos contos, como a autora logo no ínicio do livro coloca que essa obra é dedicado ao amor, às várias ocorrências do amor! Começando pelo quase infantil desesperado e eterno, e terminando com o amor sensato e sábio, aquele que perdoa e salva. O conto que dá origem ao título, A vingança, narra o ódio (inveja) de uma vizinha de quarto tinha de uma mãe solteira quando essa teve um bebê. Aqui vimos o quanto o povo soviético sofreu com a socialização das moradias, onde várias famílias moravam em um único apartamento. 

Os contos em geral do livro são ambientados nessa antiga União Soviética onde o povo sofria com a eterna falta de alimentos, a eterna dificuldade financeira, o medo da iminência do chamamento às guerras. Me fez lembrar de um outro livro soviético de contos/crônicas que amo: Os anti-soviéticos da União Soviética do autor Vladimir Voinovich, também um livro fascinante, com uma pitada mais urbana e irônico. Esse já li duas vezes!!!


Os contos são mesmo assustadores??? Alguns descrevem as maldades humanas presentes em todo homem que tenha vivido na Rússia ou em qualquer lugar do mundo. A autora só fez colocar no papel de maneira seca e direta esses sentimentos de raiva, ódio, inveja, decepção, medo... Muitos desses contos trazem uma lição de moral contido nele. São histórias rápidas de ler e de fácil entendimento. Nem sempre são fantasmagóricos e assustadores, são de uma realidade cruel e muito difícil que o povo russo passou. Sim, tem alguns com pitadas de sobrenaturais, de contos de fadas também.


Eu amei esse livro, pois são histórias de pessoas, histórias de amor. Nesse link do Estadão que tem uma entrevista da autora Liudimila Petruchévskaia onde dá para conhecer um pouco mais dessa autora fofa e de como ela escreveu os contos do livro. Leiam o livro, vocês irão amar! 

Beijos assustadores
Adriana Balreira
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