Clube de Leitura Penguin #20 - O Retrato de Dorian Gray

Para o mês de junho o livro escolhido para lermos no Clube de Leitura Penguin da Livraria Cultura de Fortaleza foi o clássico do Oscar Wilde: O Retrato de Dorian Gray da Companhia das Letras. Clássico dos clássicos!!



Eu já tinha lido quando tinha uns 20 anos, um tempão!! Lembrava da história: um homem que não envelhecia, as marcas do tempo eram transferidas para o retrato pintado para ele. Era basicamente isso a minha recordação da narrativa. Não lembrava nem do final, muito menos dos restantes dos personagens. Lembro do exemplar lido era um da Coleção Imortais da Literatura Universal, livros da capa dura vermelha, lançados em 1970 pela editora Abril!  Ainda tenho alguns comigo dessa coleção.



Acabei adquirindo um livro da Penguin Companhia , mais recente, com um português mais atual para essa releitura. Pensei que iria ser cansativo a releitura, como estava enganada! Com a idade o apuramento das palavras lidas fica muito mais interessante. A degustação da história torna-se mais perceptivel! E a leitura foi extremamente proveitosa, amei todos os personagens. Apesar deles serem um tanto sarcásticos e em certos momentos maus, sem retidão até!



Para quem ainda não conhece a história vou pincelar um pouco dela. Um jovem lindo posa para um pintor que retrata toda a sua beleza no quadro. Esse jovem é o Dorian Gray, órfão, rico e muito belo. No atelier desse pintor, conhece o lord Harry tornando-se grandes amigos. Dorian Gray leva o quadro para sua residência. Por influência do seu novo amigo Lord Harry, acaba se transformando em um homem boêmio, namorador... E Dorian nota que mesmo sendo tão desregrado e com o passar dos anos, sua aparência não mudava. Enquanto o quadro com seu retrato modificava-se de modo aterrador. Gray não permitia ninguém admirar o quadro, o mantinha fechado em um quarto. Vivia, se divertia, experimentava todas as maldades do mundo e seu semblante continuava doce e ingênuo.


Pela história imaginamos ser um livro tolo, escrito em 1890 na Inglaterra, mas engano total. De uma profundidade e atualísssimo. Os personagens todos muito profundos e com frases perfeitas, irônicas, ácidas. O personagem que mais gostei foi do Lord Harry. Livro com muitos ensinamentos e críticas a sociedade. Livro que não envelhece. Livro para ler, marcar e reler várias vezes. Perfeito!! Amei muito. 


A imagem acima é só para vocês terem uma ideia de quantos trechos marquei. Frases maravilhosas. E o nosso encontro do Clube de Leitura foi delicioso com todos amando o livro. Esse é um livro que recomendo demais. Se já leu, faça como eu, releia! 

Beijos infinitos
Adriana Balreira

Pepas e Plaquinhas #amei

Sempre frequento o blog da Lia e Virginia, O Tacho da Pepa e ficava babando pelas pepas e plaquinhas feitas por elas. E todas as vezes que tinha sorteio por lá me inscrevia, vai que a sorte bate na minha porta! Sou brasileira e não desisto nunca. E acabei ganhando!! E na quinta quando cheguei em casa encontro uma caixa enorme me esperando. Dentro um monte de mimos!!


Tão fofo o bilhetinho enviado por elas. Amei o carinho nas doces palavras.


Não são fofas as pepas!! Tão lindas.


E essas plaquinhas de madeira customizadas!! Lindas demais da conta. São verdadeiras artistas mesmo. Amei todo os meus mimos. Vão lá conhecer um pouco mais do blog O Tacho da Pepa. Além de artesãs maravilhosas, tem várias receitas deliciosas. 

Beijos doces
Adriana Balreira

Receita de Queijadinha... Mega fácil

Amo doces! Amo fazer doces! E um dia desses no meu facebook dei de cara com uma receita com poucos ingredientes e com uma cara de que fica mega gostoso. E como estava com sacos de coco natural ralado em casa, fui fazer!



Eis acima a receita, não lembro de quem postou:




Misturei tudo com colher mesmo e ao invés de usar forminhas de papel que tinha na receita, usei umas forminhas de quindim. Para isso untei com manteiga e enfarinhei com farinha de trigo. Levei ao fogo e quando ficou coradinho tirei.



Considerações:

- Era para ter deixado menos tempo no forno. Achei que ficou seco. Não ficou mega seco, mas prefiro mais molhadinha, mais molinha

- Não ficou salgada. Mesmo usando o queijo parmesão de saco, não predominou o gosto do queijo.

- Deram 6 queijadinhas. Uma sobremesa boa e rápida, mas não rende muito.

- Melhor esperar esfriar, fica mais gostosa.

- Consegui desenformar tranquilamente.

Sobremesa super rápida e fácil. Sem segredos.

Beijos doces
Adriana Balreira

Um amor à altura ♥

Um amor à altura todos procuram, até mesmo eu. Hoje é dia dos Namorados mas não será um post em apologia ao amor! Esse é um título de um dos muitos filmes do Festival Varilux de Cinema Francês em cartaz em diversas cidades do Brasil. E fui assistir ontem à tarde. Sozinha, como eu gosto de ir aos filmes. Sem ninguém me pertubando e depois do filme reclamando que assistiu um filme chato, cult demais e assim vai. Sim, porque amo assistir filmes diferentes!   


Sinopse: Diane é uma bela mulher com muito senso de humor e personalidade forte. Advogada bem sucedida, ela está recém-separada de um casamento que já não a satisfazia, e agora está livre para buscar a felicidade e um novo amor. Como uma ação do acaso, recebe um telefonema de Alexandre, um charmoso arquiteto que ela não conhece, mas que encontrou o telefone celular que ela havia perdido. Um simples encontro para a devolução do telefone toma um rumo inesperado. 

  Uma comédia romântica deliciosa para um sábado à tarde! E realmente é um filme com humor e romance na dose certa. Além do ator, Jean Dujardin ser muito lindo!!! Super charmoso. Começa com Diane chegando em casa e recebendo um telefonema de um homem que encontrou seu celular. E eles combinam de tomar um café para ele devolver o aparelho a ela. Um choque! Ela está esperando o homem no café e chega um homem baixinho, muito, muito baixo. Mas extremamente encantador, envolvente, inteligente, charmoso e com um humor maravilhoso.   


  O filme aborda o preconceito social sem ser pesado, com muito humor. Tem um diálogo da advogada com sua assistente na qual Diane está com dúvida em namorar com o arquiteto por ele ser baixinho e sua assistente fala que quando somos crianças nos colocam na cabeça que iremos encontrar um príncipe alto, loiro, másculo..., achei perfeito isso. Verdade, estamos sempre em busca de um homem dos contos de fada! E na verdade temos que focar no interior da pessoa. Por exemplo, o ex-marido da advogada do filme era alto, bonito, advogado, mas um chato, grosso...Aff.... Então o mais importante é como o homem nos trata, nos ama! Isso sim!! 

  Um filme super leve e prazeroso de assistir. E super bem feito, até pensei ser verdade o ator ser um baixinho e me surpreendi em saber dos 1,86m do ator!!! Se puderem assistir, vão! Não só nesse filme, pelo jeito todos os outros filmes do Festival Varilux são maravilhosos! E vai até o dia 22/06! Tem tempo ainda de irem.

Beijos enormes     
Adriana Balreira

A Caderneta Vermelha - Resenha

Quando foi lançado pelo Grupo Companhia das Letras pela Editora Alfaguara o livro A Caderneta Vermelha de Antoine Laurain, fiquei com vontade de ler. A capa é linda e me chamou logo a atenção. Sim, sou dessas que leio/compro livros pela capa. Capa fofa sempre me ganha!!  E depois das últimas leituras um tanto pesadas, Vozes de Tchernóbil e Para Poder Viver, tinha que escolher um livro mais leve.


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Fui ler sem pretensões. Escolhi esse livro para desanuviar um pouco. A história começa com um roubo da bolsa de Laure. No dia seguinte caminhando nas ruas de Paris, o livreiro Laurent encontra uma bolsa jogada em cima de um lixeiro. No interior da bolsa encontra vários objetos e uma caderneta vermelha onde ele se encanta com as frases e dizeres escritos lá. Entretanto não havia dentro da bolsa uma identificação da mulher que a perdeu, somente o seu primeiro nome: Laure! 

E como achar entre milhões de habitantes de Paris essa mulher tão encantadora?? No livro tem diversas referências de livros e autores, até o Modiano é um personagem do livro. Na bolsa, o livreiro encontra um exemplar de um livro Accident Nocturne do Patrick Modiano autografado. E com esperanças de que essa moça seja amiga do Modiano, Laurent cria uma situação para perguntar sobre esse autógrafo. Enquanto isso, Laure está no hospital em coma por conta da batida na cabeça na hora do assalto.



Os personagens centrais já encontram-se na faixa dos quarenta anos. Pessoas maduras e decididas. Um chicklit delicioso de ler. O que mais amei no livro foram as frases de "eu gosto" e "tenho medo" que Laure escreve na sua Caderneta Vermelha. Me deu vontade de começar a registrar os meus medos, os meus prazeres, o que eu mais gosto, também numa caderneta vermelha! Sim, eu tenho uma linda! Que inclusive ganhei da Companhia das Letras. Enfim, um livro ideal para se ler numa tarde com um café. Super leve, romântico, gostoso de ler e rápido. Não conseguia parar de ler para saber o final do livro. Ideal para ler no dia dos Namorados! ♥♥♥♥♥

Beijos mega fofo ♥♥
Adriana Balreira

Vozes de Tchernóbil - Resenha

Desde a premiação do Nobel de Literatura de 2015 para Svetlana Aleksiévitch, quero muito ler o livro Vozes de Tchernóbil. Amei saber que o Grupo Companhia das Letras é o responsável pelas edições lançadas aqui no Brasil. E no dia 26 de abril, quando o maior acidente radiotivo fez 30 anos, foi lançado o livro Vozes de Tchernóbil.

Quando o livro foi lançado pela Companhia das Letras fiquei intrigada pelo título: Vozes de Tchernóbil! Sempre pensei que o correto seria Chernobyl ou Chernóbil. Então fui pesquisar e encontrei um site que explica qual grafia seria a correta: Tchernóbil. 


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A jornalista Svetlana nesse livro traz relatos dos sobreviventes, populares habitantes da região afetada pelo desastre. A cidade de Pripyat fica na Ucrânia, onde está localizada a usina nuclear de Tchernóbil. Mas a maior área afetada, onde o vento levou a radiação, fica na Bielorrúsia, país de origem da vencedora do Nobel. Os relatos do livro são chocantes, são de vários tipos de pessoas: físicos, gente comum, pessoas que combateram o incêndio, mulheres, idosos, crianças, homens que viveram de perto o terror. São depoimentos fortes, mostram a verdadeira história do povo que lá viveram e ainda vivem na região. 

Mostra a força do povo soviético que enfrentam tudo sem medo. Apresenta o quanto esconderam da quantidade de radição que o acidente de Tchernóbil jogou na atmosfera, na terra, nas águas. Na época do acidente ainda reinava a União Soviética, fechada, reclusa, onde tudo era feito às escondidas, então imaginem o quanto de informações não revelaram para seu povo e para o mundo. Até hoje, após 30 anos, o grau de radição ainda é grande! E o livro traz justamente o sentimento desse povo que tanto foi enganado pelos governantes. Porque o acidente em si, todos já sabem! Mas a vida desse povo que mora nas imediações, do pessoal que combateu o fogo horas depois do grande acidente, dos habitantes das vilas distantes onde o vento levou a grande massa da radição, isso tudo foi mostrado neste livro maravilhoso.

Pripyat

Sim, não vou mentir, o livro é extremamente triste, sofrido. Conta histórias das mortes dos bravos bombeiros. Narra o sofrimento de quem era convocado para se deslocar para a região e fazer a limpeza da terra e nem sabiam o perigo que estavam expostos. A grande quantidade de pessoas que ainda vivem na região por não quererem sair de sua casa, ou vivem lá fugindo da guerra de outros locais. Relatos que muitas vezes me fizeram parar de ler de tão dolorido. Fico imaginando a quantidade de doenças, de horror vividos, da tristeza. 

Sou louca pela história da antiga União Soviética e lembro de quando surgiram as informações desse desastre em 1986. E sempre procurei saber tudo sobre Tchernóbil. Documentários, filmes, programas... Um filme maravilhoso sobre esse acidente é o A Terra Ultrajada, tentem assistir, maravilhoso. É uma temática que me fascina. E esse livro me mostrou um outro ponto de vista nunca observado antes. AMEI ler e indico a todos que leiam. É perfeito, esclarecedor e com uma escrita fantástica. Ficaria aqui horas e horas comentando sobre o livro e não me cansaria. So digo mais uma vez, LEIAM!!

Beijos sem radiação    
Adriana Balreira

Clube de Leitura Penguin #19 - Flores Artificiais

Mês de Maio no Clube de Leitura Penguin de Fortaleza, lemos o livro "Flores Artificiais" da Companhia das Letras. No nosso Clube de Leitura alternamos livros de autores estrangeiros e brasileiros. Esse foi o mês de um autor brasileiro: Luiz Rufatto. Já tinha ouvido falar muito desse autor, mas não tinha lido nenhum livro dele.


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O Luiz Rufatto recebe em sua casa uma correspondência de uma pessoa desconhecida contando várias passagens da sua vida. E caso Rufatto se interesse, poderá publicar em um livro. Assim começa o Flores Artificiais. E o livro traz os relatos das memórias do Dório Finetto, funcionário graduado do Banco Mundial que viajou o mundo inteiro, mineiro como o Rufatto. Finetto se vê solitário em uma noite de reveillon no Rio de Janeiro onde tem um apartamento que passa alguns meses do ano. Solteiro, não teve filhos, afastado da família, resolve colocar no papel algumas das histórias contadas a ele ao longo de sua vida. 

Cada capítulo é uma história de um personagem diferente, em uma cidade distinta. Buenos Aires, Beirute, Havana, Hamburgo... são algumas das cidades onde se passam os fatos. Histórias de viagens, personagens de vida cotidianas. Uma história que adorei foi a da Susana, uma moçambiquenha que vivia em Jacarta. Muito bonita, vivia reclusa, não apreciava ser tão bela. Tornou-se taciturna, fechada. Dizia que as mulheres a odiavam por despeito e os homens evitavam-na por medo de serem rejeitados. E admirava os grandes crocodilos da ilha por serem tão reclusos e temidos por todos. E um dia Susana pega um caiaque e some no imenso mar cheio de crocodilos. Morreu pela beleza.


Nosso encontro teve poucos clubistas, não devido ao livro. Pois nas nossas conversas antes do encontro todos tinham lido e adorado. Mesmo assim a nossa conversa sobre o livro foi ótima. Relembrei os "contos" que mais gostei. Sim, esse foi um ponto da discussão. Eu achei o livro muito a cara de contos. Cada história personagens distintos. E a classificação do livro é de um romance! Até brinquei com o pessoal que minha cota de livros de contos desse ano já foi preenchida. Esse foi o terceiro mês seguido que lemos livro de contos: Antes do Baile Verde e Os Amores Difíceis. Tá bom, né!! rsrs... Apesar disso, a leitura do livro é fluída e o Rufatto escreve muito bem. Adorei.

Beijos contados
Adriana Balreira
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