Saudades monstra!!

Trocentos livros para resenhar e cadê tempo para sentar e colocar as aventuras lidas durante todo esse ano. Li poucos livros, mas em compensação foram livros extremamentes fortes, humanos, profundos... Mas não vim aqui me lamuriar por falta de tempo... Pois a verdade é que o cansaço, as redes sociais, os afazeres do mundo real me tirou do mundo dos blogs o qual tanto amo!! Morro de saudades do meu cantinho. De jogar palavras ao vento....


Na verdade, na verdade, nem ia postar nada... mas vim abrir um notebook velhinho que tenho, onde sempre escrevi a maioria dos posts... O bichinho quase não liga de tanto tempo inativo. Calma, estou com um notebook Mac super potente que ganhei ano passado do meu irmão por isso o notebook velinho estava parado. Mas fui procurar um arquivo nele e deu nostalgia de teclar nele. Motivo mais que suficiente para matar as saudades do notebook e do meu cantinho.
Volto logo... Não desisto nunca desse local... Meu amor eterno!

Beijos cheios de saudades
Adriana Balreira

O crime da Galeria de Cristal #livro

Décadas que não postava no blog... Gente!! Nesse tempo todo ausente li alguns livros maravilhosos. E um deles foi o livro O crime da Galeria de Cristal e os dois crimes da mala — São Paulo, 1908-1928 do autor brasileiro Boris Fausto. Um dos maiores historiadores do país e cientista político, tem 88 anos. Um fofo!! Nunca tinha lido nenhum dos seus livros, e amei!! O livro foi lançado pela Companhia das Letras em março de 2019.


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O livro narra sobre 3 crimes ocorridos no início do século XX na capital paulista. Crimes e julgamentos famosos. Boris descreve com maestria como transcorreu os assassinatos e seus julgamentos judiciais e as reações da sociedade tradicional paulista diante dessas histórias. Não conhecia nenhum dos acontecimentos descritos no livro, o Crime da Galeria Cristal e os dois crimes da Mala. Pelo que foi descrito no livro, esses crimes abalaram São Paulo. Foram intensamente descritos nos jornais da época.

Imagem tirada da Revista Isto é

O primeiro delito foi de um moço que foi atraído ao quarto de um hotel e assassinado. Uma verdadeira tragédia conhecida como o Crime da Galeria de Cristal. O jovem bacharel Arthur Malheiros estava andando despreocupadamente pelas ruas do centro de São Paulo em pleno Carnaval, quando um desconhecido o abordou e pediu para conversar com ele sobre assuntos de negócios. Elizário Bonilha o chamou para o seu hotel. 

Chegando ao Hotel Bella Vista subiram para o quarto 59 onde a professorinha Albertina aguardava com um revolver em punho. A moça que já tivera um caso com o Bacharel, atirou contra seu corpo ignorando o pedido de perdão do Bacharel. Logo depois do crime, Eliazário, marido da professora, saiu a procura dos policiais. Um caso de vingança contra honra. A sociedade paulista se dividiu entre os que chamaram Albertina de heroína e vilã. Tiveram quatro julgamentos e no livro foram descritos com primor pelo autor.

Imagem tirada da Revista Isto é


Os outros crimes reproduzidos são denominados como os Crimes da Mala. Em 1928, em pleno porto de Santos encontraram um baú com um corpo de uma mulher. Crime descoberto pelo peso grande do baú. O italiano Giuseppe Pistone assassinou sua esposa grávida Maria Mercedes Féa. Que pelo que vi na entrevista com o Boris Fausto no programa do Bial, a Maria Mercedes é cultuada até hoje como uma santa no cemitério de Santos. 

O outro crime da mala foi o de 1909 no qual o Michel Trad tentou viajar de navio para Europa com o corpo Elias Farhat na mala. Pensando ele em jogar ao mar a mala, mas antes alguém sentiu o cheiro forte e ele foi descoberto. Michel Trad parece que tinha um caso com a Carolina, esposa do Farhat.

Imagem tirada da Revista Isto é

Enfim, são histórias fantásticas e super bem escrito. Para quem gosta de crimes, julgamentos, histórias verídicas, jornalismo, esse livro O crime da Galeria de Cristal é essencial. Perfeito! E como comentei, assistam à entrevista do Boris Fausto com o Pedro Bial na Globoplay. Muito bom.

Beijos literários
Adriana Balreira

Bolo de caneca com goiabada

Sabe aqueles dias que você está com desejo de comer algo doce, um bolinho gostoso... mas não tem na sua casa! E você não está com coragem de fazer um bolo enorme!! Aí o que a gente faz??? Procura na internet uma receita de bolo de caneca no microondas! Mas eu não queria um bolo de caneca de chocolate, queria algo diferente. Aí foi que tive a ideia de fazer um bolo de caneca normal e acrescentar doce de goiaba dentro! Pronto! Ficou uma delícia!


Como fiz:
- 1 ovo
- 3 colheres de sopa de açúcar
- 3 colheres de sopa de óleo
- 3 colheres de sopa de leite
- 3 colheres de sopa de farinha de trigo com fermento
- baunilha (umas gotinhas)
- Pedaços de goiabada

Em uma caneca coloquei um ovo e as 3 colheres de sopa de açúcar e com um garfo misturei bastante. Depois acrescentei umas gotinhas de baunilha, as 3 colheres de sopa de óleo e as 3 colheres de sopa de leite, misturei bem tudo e no final adicionei as 3 colheres de sopa de farinha de trigo com fermento.


Dividi em duas canecas normais e coloquei alguns pedaços de goiabada. Tudo bem que não dividi em partes iguais, mas deu certo. rsrs... E levei ao microondas por dois minutos. Sim, dois minutinhos e cresceram lindamente.


Desenformei e o doce de goiaba ficou uma delícia derretido... Pronto, matei a vontade de comer um bolinho esperto em menos de 5 minutos de espera! Bom demais da conta. Recomendo! Ficou fofinho e mega gostoso.


Beijos doces
Adriana Balreira

8 anos de blog

Dia 30 de março de 2011, estava eu sem fazer nada e resolvi criar um blog. Todos quem seguia no meu Twitter (@adrianabalreira) tinha um blog menos eu. E sem muita expectativa, sem noção, sem criatividade, sem o dom da escrita, comecei meu blog Adriana Balreira. Deu para notar quanta originalidade eu tenho em criar um nome para o meu blog! Esse é o nível da pessoa, dona exclusiva desse local.




Pensei que minha paciência para escrever no blog não passaria dos primeiros 6 meses. E agora já tem 8 anos!!! Gente!! Oito anos, 96 meses!! Tempo demais da conta. Tudo bem que ultimamente tenho postado bem menos que gostaria. Manter um blog dá trabalho e dedicação. Tenho o maior carinho por esse cantinho, meu, onde posso colocar tudo que mais gosto. Fico mega feliz em saber que ainda tenho leitores por aqui. Pessoas que passeiam por aqui, lendo minhas muitas dicas de livros, receitas e quinquilharias. 

Nesses oitos anos muitas peripécias e mudanças passei. Algumas centenas de livros lido, receitas feitas, bobagens escritas. Quero mais e mais anos mantendo esse local, mesmo sendo já um veículo tão pouco procurado no mundo da internet. Agora as redes sociais (Twitter, Facebook e Instagram) dominaram o espaço do blog. Sim, tenho e mantenho minhas redes sociais. Adoro o mundo virtual onde fiz várias amizades.


Voltando ao blog, que venham mais e mais anos, mais livros, mais guloseimas, mais futilidades... Que seja infinito... 

Beijos infinitos 
Adriana Balreira

O homem de areia #Livro

Eu amo livros de suspense. Cresci lendo Agatha Christie. E quando busco uma leitura para desanuviar, esse é o genero literário que pego para ler. Embora livros assim deixem os nervos a flor da pele, eu simplesmente amo todo o mistério de quem é o assassino, de como foi elaborado o plano. Bom demais quando o autor consegue nos prender. A editora Alfaguara lançou O homem de areia do Lars Kepler, que é o pseudônimo do casal sueco Alexandra e Alexander Ahndoril. Juro que não sabia desse detalhe, sempre achei que era um só autor! rsrs... Os dois já escreveram 6 livros da série do detetive Joona Linna, que está nesse livro também. Mesmo sendo uma série, esse foi o primeiro que li e não senti falta de ter lido os outros livros.


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O livro começa com o resgate de um rapaz em uma ponte ferroviária que estava declarado morto há 13 anos, Mikael Kohler-Frost. O acusado de te-lo matado, Jurek Walter está preso em um presídio de segurança máxima. Um perigoso serial killer, que entra na mente das pessoas e é mantido isolado. Quem o prendeu alguns anos atrás foi o detetive Joona Linna, que tem um medo profundo do serial killer. O rapaz encontrado na ferrovia é filho de um grande autor e tinha desaparecido com sua irmã há muito tempo. Está muito debilitado e conta que conseguiu fugir mas que sua irmã continua presa pelo Homem de areia. 

Então começa as buscas incessantes para saber o local desse esconderijo, pois o rapaz encontra-se muito doente e o mesmo deve estar acontecendo com sua irmã. As suspeitas recaem em um cúmplice do Jurek Walter. Que esse comparsa esteja com esses reféns presos a mando do Jurek. Mesmo esse assassino perigoso não podendo receber nenhum tipo de visita. Todos tem medo até de conversar com ele. De que ele entre na mente das pessoas e acabem enlouquecendo.


Mas a última alternativa de saber onde fica o esconderijo do Homem de areia é saber do próprio Jurek Walter. Como fazer isso? Infiltrar uma policial na área isolada do presídio para quem sabe o serial killer acabe soltando alguma pista. É angustiante lê o desespero para driblar o tempo escasso para encontrar esse possível cúmplice e salvar a irmã do Mikael. Enquanto a policial está junto com o preso, o detetive Joona Linna está fazendo de tudo para desvendar mais esse imbróglio. Suspense até o final do livro!!


É um livro com capítulos pequenos e sempre com ganchos alucinantes para seguir com a leitura. O leitor não consegue largar o livro um só minuto. O suspense é grande. A curiosidade maior ainda. Não conseguia nem respirar. Tinha horas que o medo é grande. Nunca tinha lido nada desse autor, fiquei encantada. Esses autores nórdicos sempre arrasam no gênero policial. Eu amei esse livro. Vocês já tinham lido algum livro desse autor?

Beijos literário
Adriana Balreira

Mais um ano em ótima Companhia

Mais um ano que meu blog firma parceria com o grupo Companhia das Letras. Não tem companhia melhor! Não é porque tenho essa parceria com a Companhia das Letras. Sempre achei a melhor editora do país, os melhores profissionais, os melhores autores. E fico muito feliz por compartilhar um pouco das leituras que faço dos livros maravilhosos que a Editora Companhia das Letras lança no mercado. E não somente a Companhia das Letras como as muitas das suas editoras Alfaguara, Objetiva, Paralela, Suma, Seguinte. Todas deliciosamente boas.

Então é isso, mais um ano com muitas resenhas, muitos recebidos, muitos livros bons. Meu blog esse mês faz 8 anos e já tenho 7 anos de parceria com a Companhia das Letras. Muito amor!!! 

Beijos literários 
Adriana Balreira

A montanha mágica - Clube de Leitura Penguin

Calhamaço vimos por aqui! No Clube de Leitura Penguin de Fortaleza lemos o clássico do Thomas Mann - A montanha mágica da Companhia das Letras. Como o livro é muito extenso, lemos durante dois meses, janeiro e fevereiro. Que livro! Maravilhoso. Eu já tinha lido o livro Os Buddenbrook e já tinha amado a escrita do Thomas Mann.


A história do livro A montanha mágica é do personagem Hans Castorp que vai visitar seu primo Joachim no sanatório Berghof para tuberculosos no alto da montanha em Davos, Suécia. Hans pretendia passar somente 3 semanas com o primo e voltar a sua vida. Ledo engano.... No dia que completou as 3 semanas, Hans Castorp adoece e sua estadia no Sanatório se estende para que o seu corpo se cure totalmente. Lá no Sanatório encontramos diversos personagens maravilhosos. Claudia Chawchaw, uma russa por quem o nosso protagonista se apaixona. Tem o Settembrini, italiano poeta, ativista político. E outros tantos. A história se passa antes da primeira guerra mundial. Onde o mundo está com vários conflitos a serem deflagrados.



O Thomas Mann é bastante descritivo, então o livro é um passeio minucioso da rotina dos pacientes do sanatório, com as refeições amplamente fartas, repousos com hora marcada, passeios ao arredores. E também tem as conversas animadas entre Castorp e Settembrini. E depois tem judeu jesuíta Naphta para animar o colóquio. O livro discorre sobre o tempo. Com menções de como tratamos o tempo na nossa vida.

Encontro de janeiro/2019


Para mim o melhor do livro A montanha mágica está nos embates entre o Naphta e Settembrini. Altamente filosóficas. Foram as partes que mais gostei. A parte das descrições minuciosas as vezes cansava. Pois em um livro com quase 900 páginas e denso como ele é, não é fácil! Mas era um livro que tinha muita vontade de ler e com essa leitura coletiva ficou muito mais fácil de conseguir vencer. Acho que se não tivesse essa meta de acabar em fevereiro, ainda estaria lendo... rsrs... 

Encontro de fevereiro/2019

O bom do Clube de Leitura é justamente isso, ficamos no whatsapp comentando cada passagem do livro e isso incentivava a leitura a todos. Enfim acabamos de ler o livro A montanha mágica em dois meses e todos do grupo amaram o livro. 

Beijos mágicos
Adriana Balreira
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