O sol na cabeça

Recebi da editora Companhia das Letras o lançamento do mês março de 2018, O sol na cabeça do Geovani Martins. Autor nascido em Bangu no Rio de Janeiro e morador do Vidigal e Rocinha. Com apenas 26 anos e no seu primeiro livro já é considerado um fenômeno literário brasileiro, vendido para 8 países!!


Site | Facebook | Twitter  Instagram 

Antes mesmo de saber que a Companhia das Letras ia enviar o livro, assisti à entrevista do autor Geovani Martins no programa do Pedro Bial e fiquei encantada com a vida e com um pouco que foi declamado dos contos dele. O livro O sol na cabeça é composto por 13 contos. Histórias com textos repletos de gírias e do jeito próprio de falar do povo carioca. 

Confesso que algumas expressões usadas não conhecia e não ficaram tão claras para mim. Alguns contos são escritos como é falado no dia a dia. Muitas das histórias passadas nos morros, falando do uso da maconha, das sensações de estar fumando um baseado, confesso que não é muito a minha praia!! rsrs... Uma coisa não posso negar, são contos super bem escritos e fácil leitura. Li em um dia!

Geovani Matos

O conto que mais gostei foi o Sextou que narra a vida de um jovem que consegue o seu primeiro emprego de entregador de planfletos e a sensação dele de poder ajudar em casa, o poder de compra de seus objetos de desejos. E quando no final de uma semana, finalmente recebe seu dinheiro suado e resolve comprar uns baseados para comemorar e acaba sendo parado pelos policiais. Sendo que os policiais acabam confiscando os 100 reais que sobraram do seu salário. O jovem implora para que eles não tirem o pouco dinheiro dele, que podem levar os cigarros de maconha, mas não adiantou...Os policiais ainda ameaçaram leva-lo à delegacia preso por porte ilegal de drogas, dizendo que na sua mochila encontraram não 5 cigarros mas 10!!! O jovem deve que calar e aceitar o confisco do seu dinheiro. Retrato da nossa polícia corrupta. Uma pena... 




Vale muito a pena ler esse autor que mostra tão bem o dia a dia da periferia. Histórias bem contadas. Gostei muito. Tomara que siga escrevendo novos livros sempre. E vou deixar com vocês uma cantiga antiga que toda vez que leio o título do livro, essa música me vem a cabeça. Não tem jeito, fico cantarolando direto!! rsrs... O trem azul do Lô Borges (1984)!! Amo essa cantiga. Os mais novos acho que nunca nem ouviram.

Beijos ensolarados
Adriana Balreira

Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha - Histórias e contos de fadas assustadores

Sou uma eterna caçadora de livros russos. Quando soube que a editora Companhia das Letras lançou janeiro de 2018 esse livros de contos assustadores de uma autora russa, quis logo ler. Nunca tinha ouvido falar dessa escritora, Liudmila Petruchévskaia, uma senhorinha de 79 anos que até a abertura da antiga União Soviética era censurada e não tinha seus escritos publicados. O título, Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha - Histórias e contos de fadas assustadores,  me instigou imensamente. E mesmo sendo um livro de contos, não é meu gênero favorito, foi uma experiência maravilhosa!!


Site | Facebook | Twitter  Instagram 

Vamos aos contos, como a autora logo no ínicio do livro coloca que essa obra é dedicado ao amor, às várias ocorrências do amor! Começando pelo quase infantil desesperado e eterno, e terminando com o amor sensato e sábio, aquele que perdoa e salva. O conto que dá origem ao título, A vingança, narra o ódio (inveja) de uma vizinha de quarto tinha de uma mãe solteira quando essa teve um bebê. Aqui vimos o quanto o povo soviético sofreu com a socialização das moradias, onde várias famílias moravam em um único apartamento. 

Os contos em geral do livro são ambientados nessa antiga União Soviética onde o povo sofria com a eterna falta de alimentos, a eterna dificuldade financeira, o medo da iminência do chamamento às guerras. Me fez lembrar de um outro livro soviético de contos/crônicas que amo: Os anti-soviéticos da União Soviética do autor Vladimir Voinovich, também um livro fascinante, com uma pitada mais urbana e irônico. Esse já li duas vezes!!!


Os contos são mesmo assustadores??? Alguns descrevem as maldades humanas presentes em todo homem que tenha vivido na Rússia ou em qualquer lugar do mundo. A autora só fez colocar no papel de maneira seca e direta esses sentimentos de raiva, ódio, inveja, decepção, medo... Muitos desses contos trazem uma lição de moral contido nele. São histórias rápidas de ler e de fácil entendimento. Nem sempre são fantasmagóricos e assustadores, são de uma realidade cruel e muito difícil que o povo russo passou. Sim, tem alguns com pitadas de sobrenaturais, de contos de fadas também.


Eu amei esse livro, pois são histórias de pessoas, histórias de amor. Nesse link do Estadão que tem uma entrevista da autora Liudimila Petruchévskaia onde dá para conhecer um pouco mais dessa autora fofa e de como ela escreveu os contos do livro. Leiam o livro, vocês irão amar! 

Beijos assustadores
Adriana Balreira

Cazuza eterno...

Hoje, dia 04 de abril, se vivo fosse Cazuza faria 60 anos! Amo as cantigas dele. Adoro as letras poéticas das canções dele. Uma pena ter ido tão cedo... De uma doença tão cruel numa época que a Aids ainda não tinha tantos remédios para prolongar a vida dos infectados.


Nos anos 80 quando o Cazuza surgiu com o Barão Vermelho eu era bem nova. Achava Cazuza lindo!! Era apaixonada por ele. Minha paixão! Escutava tudo dele. No Rock in Rio de 1985 assisti pela TV o show dele, fui ao delírio! Fofo demais ele!! 


Até hoje lembro onde estava quando ele faleceu, no dia 07 de julho de 1990. Estava na casa da minha amiga de colégio, estavamos escutando rádio e fofocando no quarto dela quando veio a notícia. 


Fiquei arrasada... Sim, sabia que ele estava marcado para morrer logo logo. Magrinho, debilitado... Mesmo assim doeu saber da partida dele...


Aqui algumas frases das cantigas dele que amo!! Salve Cazuza!! E abaixo a canção que adoro dele, não tão conhecida mas gosto da melodia e da letra: Solidão que nada...



Beijos eternos
Adriana Balreira

7 anos de Blog!!

Gente!! Estava eu preparando um post de Páscoa quando lembrei que hoje, dia 30 de março, o meu blog está fazendo exatos 7 anos!! 7 longos anos de muitas postagens, muitas mudanças, poucos amores, diversas leituras, muitas comidas... Muito tempo de blog!! Depois de 940 posts e mais de 1 milhão e 400 mil visualizações!! Muitas amizades foram feitas por aqui. Um local que amo e sempre me faz falta... Meu cantinho do coração!!


Primeiro dia de blog ainda na minha memória. Uma quarta-feira a tarde, com a cabeça cheia dos conselhos das meninas do Twitter que já tinham blog e eu era a única a não ter. Fui até o site blogspot e sem preparação alguma, iniciei os trabalhos e nasceu o blog Adriana Balreira. Quanta criatividade tive ao escolher o nome do meu blog! Assim vocês tem um pouco de noção de quanto foi planejado essa obra prima! rsrs... Totalmente sem pensar, como tudo um pouco na minha vida! Só digo isso!


Fazendo um pouco de retrospectiva desses 7 anos de blog, não consigo imaginar a minha vida sem esse elemento. Espaço onde coloco minhas receitas, minhas felicidades, minhas leituras, meus sentimentos, minhas alegrias e tristezas! Encontros e desencontros também fazem parte nesse blog. Um bocado da minha existência, dos meus dramas e tramas e de como mudei esse tempo todo....

Foto tirada dia 21.03.2011

Fico lembrando o maior medo de fazer um blog era ter que escrever, logo eu a mulher dos números e não das letras. Sim, amo ler mas meu forte nunca foi e nem nunca será a arte da combinação das palavras. Não sei colocar no papel e nem em canto nenhum os meus sentimentos, com isso sempre acho que falta algo... Um eterno exercício me expor nessas linhas mal escritas nas postagens do blog. I'm sorry!! Um dia aprendo!!! 

Foto tirada dia 08.03.2018

Estou um tanto afastada da blogosfera em geral. Será a crise dos 7 anos onde todo e qualquer casamento passa por isso??? Pode até ser, mas não é caso de separação. Nunca em momento algum!!! E sim de muito mais amor e dedicação a partir de hoje. #Oremos



Só tenho a agradecer esses 7 longos, leves, felizes anos de blog! Muito obrigada a todos que em algum momento de todos esses 940 posts vieram por aqui. Recebam essas flores como forma de toda minha gratidão e carinho...

Beijos e muito amor
Adriana Balreira


Um mês sem blogar...

Um mês sem blogar... Um mês fora de casa... Um mês curtindo meu sobrinho e o Texas! Meu sobrinho mais novo nasceu em Dezembro de 2017 em San Antonio - Texas - EUA e após o carnaval voei para o país do Trump para conhecer o mais novo membro Balreira! Uma coisinha mais fofa da Didi! Todo ruivinho de olhos azuis, um gorducho delicioso! 

Pearl - San Antonio

Passava dias só curtindo o bebê, sem nem precisar sair de casa! Estava um frio tão grande que preferia ficar no aconchego do lar. Trocando fraldas, dando mamadeira, colocando para dormir... Uma tia em tempo integral. Minha função preferida! Adoro meus sobrinhos, que agora já são 5 no total! Todos meninos! Todos com pintinhos! Amo muito todos!

Eu e EJ (Eduardo James) 

Tudo bem que não fiquei só em casa cuidando de menino! Aproveitei muito!!! Fui a La Grange, Houston e New Orleans! Aproveitei bastante esse tempo fora. Só não tinha tempo de blogar e ler! Gente!!! Passei esse mês sem conseguir ler um único livro! Misericórdia! E passei o carnaval recheando meu kindle com vários títulos maravilhosos na ilusão de bombar nas leituras na terra do Tio Sam! Que nada!!! Saia a noite, dancei, fui a show, barzinhos...

Show do Augie Meyers

Agora voltei a Fortaleza, saudades enormes de San Antonio e de todos que deixei por lá. Depois volto aqui para colocar mais organizado e detalhado tudo que passei nesse mês maravilhoso fora. Esse post foi só para avisar que estou viva e feliz! Não esqueci nenhum momento do blog e da blogosfera, mas função tia e turista me consumiram!!! rsrs... 


Beijos texanos
Adriana Balreira

O Dom - Vladimir Nabokov

O grande escritor escritor russo Vladimir Nabokov conhecido pelo grande público pelo livro Lolita, escreveu o livro O dom em Berlim onde se refugiou do regime soviético. O dom foi o seu último livro escrito em russo. Lolita ele escreve quando já está morando nos EUA. Nabokov considerava o livro O dom como sua melhor obra escrita em russo. Eu nunca tinha lido nada escrito por ele. Me aventurei começar por esse, mais enraizado na língua russa. Foi lançado aqui no Brasil em outubro de 2017 pela Alfaguara do grupo Companhia das Letras.


Escrito nos anos 1930, o livro narra a história de Fyodor Godunov-Cherdyntsev, um poeta russo refugiado pelo regime soviético que está morando em Berlim. No ínicio do livro Fyodor lança seu livro de poesias, um fracasso de vendas. Com a desilusão decide escrever um livro biográfico da vida do autor Nikolay Gavrilovich Chernyshevsky, o autor favorito do Camarada Lênin. Fyodor vive em pensões, vivendo de bicos em dar aulas de francês aos amigos russos. Se apaixona pela filha do seu senhorio, Zina quem lhe ajuda a publicar seu livro. Fyodor narra a saudade do seu pai desaparecido que era um grande conhecedor de borboletas na Rússia. Descreve com maestria a vida de Chernyshevsky. E também o amor pela literatura russa. O Fyodor é aquele sujeito amargo, tímido e sonhador. Morando em uma cidade que não gosta, sente saudades da sua cidade São Petersburgo, da sua antiga vida.


Eu não conhecia a vida de Nabokov e no decorrer da leitura tive curiosidade de saber mais sobre o autor. E me deparei com algumas coincidências escritas no livro. Nabokov inicialmente escrevia poesias, se refugiou em Berlim casando com uma judia Vera e por conta da situação nazista da Alemanha se mudou para os EUA. Nos EUA se tornou um grande especialistas em borboletas. Tudo muito parecido com o livro... Voltando agora a narrativa do livro, com a escrita de Fyodor sobre Chernyshevsky, conheci o grande escritor preferido de Lenin que escreveu o livro Que fazer?, um socialista utópico. Pois já tinha ouvido falar sobre ele nos livros de Lenin que tenho, mas não conhecia o autor que inspirou Lênin.



Amei o livro. Amo narrativas históricas russas. Um grande livro, me inseriu no conflito desse emigrante russo que vivendo na Alemanha tem que driblar a raiva dos alemães comunistas que o viam como traidor da sua pátria. Nunca tinha parado para refletir sobre esse prisma. Imagina você ter que sair fugido do seu país sem nada, ir morar em um país estranho e ter que ouvir piadas infames o tempo todo. Nabokov escreve divinamente bem, conseguimos sentir toda a angústia do seu personagem. Grande livro para quem ama literatura russa! Imperdível O dom. Agora pronta para ler Lolita!

Beijos literários

Minha coisa fofa!! #Reolhar #2

Adoro esse projeto Reolhar a Vida da Elaine Gaspareto. Nada melhor na vida que aprender a olhar com calma as coisas simples do nosso dia a dia. E hoje vou colocar a minha coisa fofa! Minha bebê safada, minha branquela da bochecha laranja! Minha Bela!! Minha calopsita que está fazendo um ano de vida!


Adora ficar na almofada que fica na cama. Meu grude! Onde vou na casa tenho que leva-la no ombro! Curiosa!!!


Não posso fazer nada que ela quer bisbilhotar para vê se é para ela! Pensa que todas as idas minha na cozinha é para fazer comida para ela! Possessiva!! Já conhece as xícaras dela onde faço a papinha (ração de bebê) e que ainda come na colher! Microondas ligado, pensa logo que é esquentando sua papinha!! rsrs...



Meu grude!! Quando saio a noite fica no pé da mesa que fica de frente a porta da casa só me esperando! Só vai dormir na hora que chego! rsrs...Não tem como não se apaixonar por esses pequenos. Eu amo animais. 


Se pudesse teria gatos, cachorros, papagaios e periquitos!! Mas por enquanto só mesmo a Bela (e nem sei se é uma menina mesmo!!! rsrs...) Vocês tem algum grude não humano???


Vão lá no Blog da Elaine Gaspareto e participem desse projeto Reolhar a Vida! Bom demais esse exercício semanal de captar a doçura que está ali do seu lado...

Beijos e bicadas
Adriana Balreira e Bela
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...